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O TABLADO

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O Tablado

FUNDAÇÃO

Desde a fundação, em 28 de Outubro de 1951, O Tablado se mantém como um grupo de teatro amador. No entanto, a qualidade dos espetáculos é, sem dúvida, a de um teatro profissional.

 

Fundaram O Tablado: Aníbal e Maria Clara Machado, Antonio Gomes Filho, Carmem Sylvia Murgel, Carlos Augusto Alves dos Santos, Eddy Rezende, Edelvira e Déa Fernandes, Isabel Bicalho, João Sérgio Marinho Nunes, João Augusto de Azevedo Filho, Jorge Leão Teixeira, Martim Gonçalves, Marília Macedo, Oswaldo Neiva e Stélio Emanuel de Alencar Roxo.

 

O espaço cedido pelo Patronato Operário da Gávea era uma simples sala de apresentação e diversão daqueles que moravam no entorno. Havia um palco, rudimentar, mas ainda sim, um palco! O salão não tinha cadeiras suficientes para acomodar o público. Por isto, os bancos eram emprestados de uma igrejinha. Somente com o grande sucesso da montagem de Nossa Cidade, em 1954, foi possível comprar as primeiras poltronas do teatro.

PRIMEIROS SUCESSOS

Em 1955, Pluft, o Fantasminha, um dos textos de maior sucesso de Maria Clara Machado, ganhou sua primeira montagem. A peça obteve enorme repercussão e aceitação, tendo sido encenada em várias cidades do Brasil e no exterior, traduzida em diversas línguas, como espanhol, alemão e francês. O Tablado ganhou inúmeros prêmios e homenagens com todas as montagens de Pluft ao longo destes anos. Cada nova encenação do texto do fantasminha, que tinha tanto medo de gente e de mar também, encanta e comove uma nova geração de crianças. Da mesma forma que o fantasma se surpreende com a menina que derrama o mar todo pelos olhos, crianças e adultos se surpreendem com os medos e descobertas de Pluft.

 

O Tempo e os Conways, encenado em 1957, ganhou o prêmio de Diretor Revelação, dado pela Associação Brasileira de Críticos Teatrais a Geraldo Queiroz e contou com uma atriz profissional em seu elenco, a conhecida atriz portuguesa Maria Sampaio. Profissionais não se aventuravam em montagens amadoras, mas O Tablado tinha conquistado o seu espaço na cena Teatral além de muito prestígio. Apesar de ser um teatro amador, todos os críticos importantes da época publicavam suas análises nos jornais como se fossemos profissionais. Paschoal Carlos Magno, Paulo Francis, Eneida, Yan Michalski, C. Drummond de Andrade, entre muitos outros.

 

CADERNOS DE TEATROS

Em 1956, foi lançada a revista Cadernos de Teatro. As publicações contavam à época com o apoio do Instituto Brasileiro de Educação, Ciência e Cultura, ligado à UNESCO. O objetivo dos Cadernos de Teatro sempre foi disponibilizar informações relativas às artes cênicas para todo o Brasil, fornecendo material teórico para pequenos grupos amadores e atores iniciantes, principalmente aqueles que estavam longe das capitais. Ao longo de todos esses anos, foram publicados mais de 150 números.

 

AMADORES E PROFISSIONAIS DO TEATRO

Em 1958, alguns integrantes d’O Tablado preferiram deixar o grupo para tornarem-se profissionais, algo que não era o desejo de Maria Clara Machado. Talvez, ela estivesse certa, pois todos os outros grupos profissionais daquela época não resistiram às pressões do mercado. Primeiro, saiu Martim Gonçalves. Depois, Carmen Sylvia Murgel, Geraldo Queiroz, Napoleão Muniz Freire, Claudio Correa e Castro e Emilio de Mattos que formaram o Teatro da Praça. Rubens Correa e Ivan de Albuquerque saíram para criar o Teatro do Rio, no Catete. Em 1964, iniciaram a construção de um novo espaço teatral, inaugurado em 1968, que se tornou muito famoso: o Teatro Ipanema. Foram perdas profundas! Mas estes atores não abandonaram O Tablado para todo o sempre. Uma vez tabladiano, sempre tabladiano.

 

Para comemorar os 15 anos, em 1966, Maria Clara Machado montou pela primeira vez um texto seu para adultos, As Interferências, com participação especial dos tabladianos e agora atores profissionais: Rubens Correa, Ivan de Albuquerque, Paulo Padilha e Jacqueline Laurence. O espetáculo era apresentado às segundas-feiras, que, naquela época, era o único dia de folga nos teatros profissionais (há muito tempo atrás, os teatros tinham sessão de terça a domingo, com matinês nos fins de semana).

 

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Claire Isabella como Vicente, primeira montagem de O Cavalinho azul, 1960

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As interferências, 1966

 

O CURSO DE IMPROVISAÇÃO E O TEATRO INFANTIL

Com a perda dos atores do grupo para o teatro profissional, Maria Clara Machado viu-se na necessidade de encontrar novos talentos. Assim, surgiram os Cursos Livres de Improvisação, em 1964. No princípio, somente Maria Clara dava aulas, duas vezes por semana. Relatava que conseguiu formar muita gente talentosa. Com o passar do tempo, seus alunos foram se tornando professores ou integrantes do grupo em diversas funções: Cacá Mourthé, Thais Balloni, Bernardo Jablonski, Carlos Wilson Damião, Sílvia e Cristina Nunes, Milton Dobbin, Sílvia e Ronald Fucs, Ada Chaseliov, Hamilton Vaz Pereira, Louise Cardoso, Guida Vianna, Sura Berditchevsky, Ricardo Kosovski, Lionel Fischer, José Lavigne, são alguns dos muitos talentos que foram surgindo nas aulas de Clara no fim dos anos 1960 e década de 1970. Desta forma, quase que imperceptivelmente, como gostava de dizer Maria Clara, O Tablado foi se transformando de exclusivamente um grupo de teatro amador em uma verdadeira escola de teatro.

 

Como os alunos eram todos muito jovens, Maria Clara Machado, que à época, era fiel ao “physique du rôle”, enxergou em seus jovens atores e alunos a possibilidade de explorar o teatro infantil, já que os clássicos textos de repertório exigiam atores em idade muito mais madura. Assim, os textos infantis de Maria Clara foram sendo cada vez mais encenados, obtendo grande sucesso!

SUCESSOS DA DÉCADA DE 80

Na década de 1980, O Tablado realizou algumas montagens de grande sucesso, contribuindo com a formação de um novo público: jovem! Jovens na plateia e no palco: Hoje é Dia de Rock, 1980; Os Doze Trabalhos de Hércules, 1983; Nossa Cidade, 1984; e O Despertar da Primavera, 1986; marcaram a adolescência de muitos cariocas, tanto em cena como fora dela.

 

MOSTRA DE ESQUETES

Em 1998, Lincoln Vargas e Alex Oliva Junior idealizaram e produziram a I Mostra de Esquetes, evento que acontece ainda hoje. A Mostra tem como objetivo criar um espaço onde os alunos d’O Tablado produzem suas próprias cenas, exercendo os papéis de ator, diretor, figurinista, cenógrafo e produtor de suas esquetes.

 

A PARTIDA

Infelizmente, no ano de 2001, faleceu a grande mestre Maria Clara Machado, que dirigiu O Tablado com amor, sabedoria e entusiasmo. Muito entusiasmo! Clara foi, sem dúvida, o componente agregador dos diversos talentos que passaram por este palco desde a sua fundação. Este grande espaço chamado O Tablado, morada de encenações, atores, textos e muita arte, construído por Clara tornou-se além de escola e teatro, uma marca, reconhecida por sua excelência. Maria Clara Machado sabia que precisaria de mãos enérgicas e visionárias para dar continuidade a sua obra e enxergou em sua sobrinha, discípula e parceira de longos anos, esta personalidade. Em 2003, Cacá ou Maria Clara Machado Mourthé, nome dado em homenagem à tia, assumiu as rédeas deste enorme cavalinho azul chamado O Tablado.

 

UMA GRANDE PARCERIA

O sonho de Clara tornou-se o de Cacá, que assumiu a Direção Artística do teatro 2003. Neste mesmo ano, foi decretado o tombamento provisório d’O Tablado devido ao seu valor cultural. Desde muito pequena, Cacá acompanhou a mestre. Foi dirigida por Clara inúmeras vezes e compartilhou a produção de textos e a direção. Escreveram em parceria Passo a Passo no Paço Imperial, 1992, Tudo por um fio, 1994, e Jonas e a Baleia, 2000.

 

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